Luís O. E. dos Santos


 

"Calmamente, afio minhas garras, preparo minhas armas. Amanhã é o dia da batalha, e querem muito mais que minha morte, querem-me servil. Amanhã, sedento de sangue, lançarei minhas garras nas gargantas indefesas em um festim de fúria. Mas sei que todas minhas forças não serão suficientes, e cairei vencido, e meu corpo massacrado será exposto às multidões em festa. E sob meu olhar resignado, em meu corpo combalido, estarão se extinguindo - em meio a crepúsculos lamacentos - horizontes sujos de vontade e medo."

Construtores de Labirintos

 

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